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Festival do Folclore

FESTIVAL DE FOLCLORE 2009
De 11 a 13 de Setembro
Local - Area da Festa do Cavalo
Shows, grupos folclóricos, mesa-redondas, oficinas, etc.
PROGRAMAÇÂO

DIA 11 - SEXTA-FEIRA
18h - Abertura Oficial do Evento com Presença de Autoridades
18:15 – Execução do Hino Evocação de Zila Guimarães cantado por Alunos da Escola Estadual Professor Vitor Pinto e hasteamento da Bandeira do Folclore
18:30 - Apresentação do Centro Infantil Municipal Chapeuzinho Vermelho
19:00 - Apresentação de Peça Teatral “ O Fim de todos e a Barca dos Aflitos”
19:15 – – Apresentação do Ballet Infantil – Coreografia “ Harmonia” pelos alunos do CRAS/Jequitibá
19:30 –Apresentação Folclórica alunos da APAE / Jequitibá
19:45 – Apresentação : Jazz Juvenil – Coreografia “ No ritmo do Congo” pelos alunos do CRAS/Jequitibá
20:00 - Apresentação da Escola Municipal Pedro Saturnino
20:15 – Apresentação da Escola Municipal Fideliz Diniz Costa
20:30 – Apresentação : “Dança da Fita Juvenil” pelos alunos do CRAS Jequitibá
20:45 – Apresentação da Escola Municipal Lourismar Palhares Machado
21:00 – Apresentação do Vídeo do Festival de Folclore 2008
21:30 – Show de Viola Caipira com Artistas Locais
22:30 – Show com Zalico e Zalino – Som de Viola Caipira

DIA 12 - SÁBADO

9 h - Seminário Sobre Cultura Popular
15h – Grupo de Dança – Maculelê e Frevo – Alunos de Escolas Públicas de Inhaúma /MG
15: 30 – Fileira Sagrada – Pindaíbas
16:00 – Dança do Tear - Pindaíbas
16:30 – Folia de São Sebastião – Mestre José Célio
17:00 – Folia de Santos Reis – Mestre Zaninho
17: 30 – Apresentação Teatral “ O auto do Boi da Manta”
18:00 – Contra- Dança – Mestre Nelson Jacó
18: 30 – Batuque – Mestre Zé da Ernestina
19: 00 – Folia de Reis – Mestre Zé Limão
19:30 – Apresentação de Vídeo Festival de Folclore 2008
20h – Grupo Trivolim – Cia de Expressões Populares – São Paulo - com participação das Cantadeiras do Souza
20:30 – Fim de Capina – Mestre Nelson Jacó
21:00 – Grupo parafolclórico – Fuá Mayê – Cultura Popular Brasileira
22: 00 – Show de Léo Marques e os Tambores de Matição
23: 00 – Show com Paulinho Pedra Azul

DIA 13 - DOMINGO

8:30h - Apresentação da banda de música de Santana de Pirapama
10H – Missa Folclórica com participação dos grupos folclóricos da região e entrega de placas aos homenageados do ano.
12H – Chegada da Cavalgada Folclórica – Saída : Bar do China – Lagoa Santo Antônio
13 h - Encomendação de Almas – Mestre Paulo/ Vera Cruz
13: 15 – Folia de Reis – Mestre Timbó/ Bebedouro
13:30 – Pastorinhas – Caetanópolis
13:45 – Caravana de Reis – Mestre Benjamim/ Matozinhos
14: 00 – Folia do Divino – Mestre Raimundinho/ Perobas
14:15 – Cantadeiras do Souza com participação do Grupo Trivolim Cia de Expressões Populares- SP
14: 30 – Folia de Reis – Mestre Alcides Rodrigues/ Lagoa Santo Antonio
14: 45 : Congado de Nossa Senhora do Rosário – Mestre João Gualberto/Lagoa da Trindade
15:00 – Dança da Vara – Bianos
15: 30 – Folia de Reis – Mestre Raimundo/ perobas
15:45 – Folia de Reis Mestre Juvercino e Nilson / Coqueiros
16:00 - Fim de Capina – Mestre Batista/ Baú
16:30 – Folia de Reis – Mestre Zé da Ernestina/Jequitibá
20:00 – Show com Tadeu Franco


Mais+

Oficinas
12/09/09 – Sábado

OFICINA 1 - MANHÃ
• De 9h as 11h - oficina de Caixas de Papel Microondulado
Inscrições: no dia do evento
Local – Quadra Poliesportiva

OFICINA 2 MANHÂ
• De 9h as 11h – Oficina de Danças parafolclóricas com o grupo Fuá Mayê
Inscrições no dia do evento
Local – Salão Paroquial
OBS – Mulheres – roupas leves e saia rodada
Homens – Roupas leves

OFICINA 3 – MANHÂ
• De 9h as 11h – Oficina com Materiais Recicláveis
Inscrições : no dia do Evento
Local : Quadra Poliesportiva

Oficina 4 - TARDE

De 14h as 16h - Oficina de Danças parafolclóricas com o Trivolim – CIA de Expressões Populares
Local – Salão Paroquial

13/09/09 – Domingo
OFICINA 1 - MANHÃ
• De 9h as 11h - oficina de Caixas de Papel Microondulado
Inscrições: no dia do evento
Local – Quadra Poliesportiva

OFICINA 2 MANHÂ
• De 9h as 11h – Oficina de Danças Trivolim – CIA de Expressões Populares
• Inscrições no dia do evento
Local – Salão Paroquial

OFICINA 3 – MANHÂ
• De 9h as 11h – Oficina com Materiais Recicláveis
Inscrições : no dia do Evento
Local : Quadra Poliesportiva

Espaço de Convivência – TRUPE GAIA
artistas se apresentando para crianças e adolescentes (malabaristas, palhaços, músicos, atores, poetas e contadores de histórias, perna de pau, declamação de poesias, bonecos de fantoche, brincadeiras) .
Local – Área aberta em frente a Igreja Matriz
Horário : Sábado e Domingo ( durante todo o dia)


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Jequitibá, Capital Mineira do Folclore

Jequitibá possui uma das maiores diversidades culturais do país. Este fato se deve a forma com que tais manifestações surgiram neste pequeno município de Minas Gerais.

Nos tempos antigos das tropas, por ali passavam todos os que vinham do sertão do norte de Minas Gerais, margeando o Rio das Velhas, gente da Bahia, gente do Nordeste que deixou pelo caminho, cultura e tradição.

O movimento de preservação da cultura popular de Jequitibá começou na década de 1980, por iniciativa do advogado Geraldo Inocêncio de Sousa, grande amante e incentivador das tradições folclóricas. Em 1988, ao ser convidado para participar como festeiro da principal celebração católica da cidade, a festa do Santíssimo Sacramento, o Padroeiro de Jequitibá, Inocêncio, propôs que os grupos folclóricos do município participassem também da comemoração. A idéia foi aceita e naquele ano, 10 grupos se apresentaram. Era o início do Festival do Folclore.

Das ruas da cidade, os grupos também se apresentavam na casa de Inocêncio, que trazia amigos e conhecidos para participar dos saraus folclóricos realizados na varanda da sua casa em Jequitibá. Dentre eles, o jornalista e historiador, Carlos Felipe que assim definiu a cultura da cidade: “a riqueza cultural de Jequitibá praticamente permanece inalterada, devido ao isolamento da cidade em relação à Belo Horizonte e as áreas metropolitanas. Esse fato fez com que a cultural local e os folguedos se mantivessem como eram e sem sofrer alterações, como aconteceu em outras regiões do estado diante do processo de aculturação e influências”.

Jequitibá recebeu o título de Capital Mineira do Folclore. A ostentação deste título, constituído legalmente pela Administração Municipal tem suas razões: a cidade apresenta mais de 15 grupos folclóricos que preservam inúmeras manifestações populares e se destaca por preservar o batuque de viola, único no Brasil. Além do batuque, a cultura de Jequitibá reúne a arte popular das pastorinhas, contra-dança, dança do Tear, Fim de Capina, Folia de São Sebastião, Folia de Nossa Senhora do Rosário, Folia de São Miguel, Folia de São Geraldo, Folia de São Gonçalo, Folia de Santo Antônio, Folia do Divino, Folia de São João, Folia de Santos Reis, Folia de Santa Luzia, Folia de volta dos Magos, Folia de Nossa Senhora Aparecida Boi da Manta, Incelências para Chuva, Encomendação de Almas, Ladainhas, Casamentos com Embaixada, Dança da Vara, Congado, Cantigas de Roda, Dança da Fita, Dança do Coelho, Dança do Serrador, Quadrilhas folclórica, etc.

Essas manifestações trazem nomes importantes para a cultura logal e regional, como o de Zé da Ernestina (atual Rei Congo do Estado de Minas Gerais, o mestre violeiro Nelson Jacó, Dona Elza de Pindaíbas, Raimundinho das Perobas, João Gualberto em Lagoa da Trindade, “Seu” Juvercino, Marly no Souza, Zé Gomes no Baú, Zé Limão em Lagoa Trindade, Dona Araci e Mariângela em Vargem Bonita, Zacarias em Vera Cruz, e tantos outros que dão autenticidade ao título de Capital Mineira do Folclore.

Jequitibá está presente no corpo, na voz e na alma do moradores. Mas também encontra lugar em vários segmentos do conhecimento e da arte contemporânea. Acadêmicos, folcloristas, compositores, músicos e jornalistas, durante todo o ano buscam informações sobre a riqueza produzida e preservada pelos grupos folclóricos.

Segundo o músico e compositor Eliezer Teixeira, em seu livro Prosa e Cantoria: “a cultura popular de Jequitibá oferece uma peculiaridade para a mesma manifestação, que também se realiza, nos povoados vizinhos, quer na afinação da viola, para determinada folia, quer no ritmo, na devoção cultuada de modo diferente; por exemplo no povoado do Baú , a folia de Reis só anda à noite, porque eles acreditam que a estrela só se vê no escuro; já no povoado de Souza, ela sai de dia, e dizem que para Santos Reis ele é visível também durante o dia. É isso que enriquece ainda mais a cultura popular espontânea” .

Já para Frei Chico, em Jequitibá a valorização da cultura própria do lugar, é um importante fator de educação nas escolas, e meio de desenvolvimento social, econômico e cultural da cidade. O jornalista do Jornal Hoje em Dia, Renato Alves também acredita que a riqueza cultural da cidade se deve à tradição de famílias locais. “As danças e os cantos são passados de geração para geração. Em nenhum outro município do Estado o folclore parece tão forte e tão vivo”, destaca Alves.

Festival de Folclore Jequitibá completa 20 anos
Considerada “capital mineira do folclore, cidade deve atrair cerca de 3 mil turistas

De 05 a 07 setembro, a cidade de Jequitibá, localizada a 30 km de Sete Lagoas e a 110 km de Belo Horizonte, transforma-se em um dos maiores palcos culturais do Estado ao reunir diversos grupos folclóricos para celebrar a diversidade brasileira, preservada no canto e nas danças das nossas raízes.

Serão três dias de atrações musicais, apresentações artísticas, oficinas, espaço de convivência, que prometem atrair, diariamente, cerca de 3 mil pessoas, segundo a organização do evento. Jequitibá possui uma das maiores diversidades culturais do país.

São mais de 15 grupos folclóricos que preservam inúmeras manifestações populares. Isso fez com que a cidade recebesse o título de “Capital Mineira do Folclore”, pois também se destaca por preservar o batuque de viola, único no Brasil.

“A riqueza cultural de Jequitibá praticamente permanece inalterada, devido ao isolamento da cidade em relação à Belo Horizonte e as áreas metropolitanas. Esse fato fez com que a cultural local e os folguedos se mantivessem como eram e sem sofrer alterações, como aconteceu em outras regiões do estado diante do processo de aculturação e influências”, afirma o presidente da Comissão Mineira do Folclore, o jornalista Carlos Felipe.

Além de representantes da cultura local, como Zé da Ernestina (atual Rei Congo do Estado de Minas Gerais) e o mestre violeiro Nelson Jacó, a 20 edição do Festival de Folclore de Jequitibá conta ainda com as presenças de Chico Lobo, Pedro Mestre (Portugal), Tita Parra (Chile), Meninas de Sinhá, Dona Maria do Batuque de São Romão, Pereira da Viola, entre outros.

A programação completa está disponível no site www.folclorejequitiba.com .

Festival de Folclore de Jequitibá – Minas Gerais
De 5 a 7 de setembro
Orla da Lagoa Pedro Saturnino
A partir das 9 horas
Mais informações pelo telefone (31) 3717-6222 ou pelo site www.folclorejequitiba.com

Assessoria de Imprensa – Jardim Produções
(31) 9243-2512 (Zu Moreira)

Jequitibá, Capital Mineira do Folclore

Jequitibá possui uma das maiores diversidades culturais do país. Este fato se deve a forma com que tais manifestações surgiram neste pequeno município de Minas Gerais.

Nos tempos antigos das tropas, por ali passavam todos os que vinham do sertão do norte de Minas Gerais, margeando o Rio das Velhas, gente da Bahia, gente do Nordeste que deixou pelo caminho, cultura e tradição.

O movimento de preservação da cultura popular de Jequitibá começou na década de 1980, por iniciativa do advogado Geraldo Inocêncio de Sousa, grande amante e incentivador das tradições folclóricas. Em 1988, ao ser convidado para participar como festeiro da principal celebração católica da cidade, a festa do Santíssimo Sacramento, o Padroeiro de Jequitibá, Inocêncio, propôs que os grupos folclóricos do município participassem também da comemoração. A idéia foi aceita e naquele ano, 10 grupos se apresentaram. Era o início do Festival do Folclore.

Das ruas da cidade, os grupos também se apresentavam na casa de Inocêncio, que trazia amigos e conhecidos para participar dos saraus folclóricos realizados na varanda da sua casa em Jequitibá.

Jequitibá recebeu o título de Capital Mineira do Folclore. A ostentação deste título, constituído legalmente pela Administração Municipal tem suas razões: a cidade apresenta mais de 15 grupos folclóricos que preservam inúmeras manifestações populares e se destaca por preservar o batuque de viola, único no Brasil.

Além do batuque, a cultura de Jequitibá reúne a arte popular das pastorinhas, contra-dança, dança do Tear, Fim de Capina, Folia de São Sebastião, Folia de Nossa Senhora do Rosário, Folia de São Miguel, Folia de São Geraldo, Folia de São Gonçalo, Folia de Santo Antônio, Folia do Divino, Folia de São João, Folia de Santos Reis, Folia de Santa Luzia, Folia de volta dos Magos, Folia de Nossa Senhora Aparecida Boi da Manta, Excelências para Chuva, Encomendação de Almas, Ladainhas, Casamentos com Embaixada, Dança da Vara, Congado, Cantigas de Roda, Dança da Fita, Dança do Coelho, Dança do Serrador, Quadrilhas folclórica, etc.

Essas manifestações trazem nomes importantes para a cultura local e regional, como o de Zé da Ernestina (atual Rei Congo do Estado de Minas Gerais), o mestre violeiro Nelson Jacó, Dona Elza de Pindaíbas, Raimundinho das Perobas, João Gualberto em Lagoa da Trindade, “Seu” Juvercino, Marly no Souza, Zé Gomes no Baú, Zé Limão em Lagoa Trindade, Dona Araci e Mariângela em Vargem Bonita, Zacarias em Vera Cruz.

Jequitibá está presente no corpo, na voz e na alma dos moradores. Mas também encontra lugar em vários segmentos do conhecimento e da arte contemporânea. Acadêmicos, folcloristas, compositores, músicos e jornalistas, durante todo o ano buscam informações sobre a riqueza produzida e preservada pelos grupos folclóricos.

Segundo o músico e compositor Eliezer Teixeira, em seu livro Prosa e Cantoria: “a cultura popular de Jequitibá oferece uma peculiaridade para a mesma manifestação, que também se realiza, nos povoados vizinhos, quer na afinação da viola, para determinada folia, quer no ritmo, na devoção cultuada de modo diferente. Por exemplo, no povoado do Baú , a folia de Reis só anda à noite, porque eles acreditam que a estrela só se vê no escuro; já no povoado de Souza, ela sai de dia, e dizem que para Santos Reis ele é visível também durante o dia. É isso que enriquece ainda mais a cultura popular espontânea” .

Já para Frei Chico, em Jequitibá, a valorização da cultura própria do lugar, é um importante fator de educação nas escolas, e meio de desenvolvimento social, econômico e cultural da cidade. O jornalista do Jornal Hoje em Dia, Renato Alves também acredita que a riqueza cultural da cidade se deve à tradição de famílias locais. “As danças e os cantos são passados de geração para geração. Em nenhum outro município do Estado o folclore parece tão forte e tão vivo”, destaca Alves.

Destaques da programação

DIA 05 - SEXTA-FEIRA

18h - Contra dança - Seu Nelson Jacó
20h - Apresentação do vídeo FestiVelhas 2007
20h30 - Meninas de Sinhá
21h30 - Dona Maria do Batuque de São Romão
22h30 - Grupo Tambor do Matição


DIA 06 - SÁBADO

15h30 - Folia de Reis - Jequitibá
16h - Folia de São Sebastião - Pindaíbas
16h30 - Encomendação das Almas - Pindaíbas
17h - Dança do TEAR - Pindaíbas
17h30 - Cia. De Dança Parafolclórica Capela Nova
18h - Batuque do Seu Zé da Ernestina
18h30 - Comunidade dos Arturos
20h - Sarau Tropeiro – Ricardo Evangelista e Sueli Silva
20h30 - Tita Parra e Emílio García, acompanhados por Carlinhos Ferreira
21h30 - Pereira da Viola
22h30 - Família Guiga

DIA 07 - DOMINGO

9h - Apresentação Orquestra de Câmara do Sesi Minas
9h30 - MISSA CONGA com participação de grupos folclóricos da região e
14h - Fileira Sagrada - Pindaíbas
14h30 - Encomendação das Almas - Vera Cruz
15h - Caravana Reis de Souza - Coqueiros
15h30 - Folia de Reis - Lagoa de Santo Antonio
16h - Folia de Reis - Bebedouro
16h30 - Congado do Bianos - Lagoa da Trindade
17h - Cantadeiras do Souza - Comunidade do Souza
17h30 - Serrador e Fim de Capina - Seu Nelson Jacó
18h30 - Chico Lobo , Pedro Mestre (Portugal) e Seu Nelson Jacó - acompanhados pelo percussionista Carlinhos Ferreira
20h30 - Encaixa Couro - BH
21h30 - Boi da Manta - cortejo

Mais+
Exposição 20 anos da Capital Mineira do Folclore
Oficinas
Espaço de Convivência

A programação do Festival de Folclore 2008 está repleta de oportunidades para que você conheça as riquezas que estão guardadas na memória e no corpo das pessoas de Jequitibá. Além das apresentações artísticas, o público tem a opção de participar de oficinas de aprendizagem, com o objetivo de levar para a casa a lembrança dos gestos, cantos e orações na cabeça e no próprio corpo.

Veja algumas oficinas desta edição:

Vídeo: documentário e desenho animado
• Aproximar os participantes do cinema, como forma de expressão popular e viabilizar a produção de filmes em formato digital, além de estimular o crescimento e o interesse dessas comunidades no que se refere à produção cultural e audiovisual como um todo.
*Esta oficina é patrocinada pela Vivo, através da lei Estadual de Incentivo à Cultura

Eco Arte
A proposta da oficina é efetuar a coleta dos materiais naturais que serão utilizados na própria comunidade para criação de objetos artísticos. Conscientização ecológica mistura-se ao desenvolvimento das capacidades criativas dos participantes.

Período:
05 - de 14h as 18h
06 e 07 - de 9h as 13h
Vagas: livre
Público alvo: livre

Caretas para o Boi-Bumbá
O objetivo da oficina é compartilhar a pesquisa do artista Sandro Medeiros sobre o Bumba-Meu- Boi ou Boi-Bumbá, exemplificando sua diversidade e apontando características peculiares a cada região.

Período:
05 - de 14h às 18h
06 e 07 - de 9h às 13h
Vagas: 20
Público alvo: livre

Oficina de Teatro: Arqueologia da Imaginação - Jacqueline Calazans
Explorar os meios de descoberta das identidades dos participantes como artistas independentes e autores de suas vidas e de suas artes. Pesquisa e resgate de histórias e tradições da localidade, para serem contextualizadas num repertório contemporâneo, levando à criação e apresentação de uma ópera de rua ao final da oficina. Para a Ópera de Rua pretende-se o envolvimento das demais oficinas do festival como participantes, apresentando seus trabalhos.

Período:
05 - de 16h as 18h
06 - de 9hs ao 12h e 14h às 17h
07 - de 9 às 12h
Vagas: livre
Público alvo: acima de 16 anos

Oficina de Máscaras - Criação de máscaras utilizando papel marchê
Período:
06 - de 09h às 12h
Vagas: 20
Público alvo: acima de 15 anos

Integrarte - Um exercício lúdico do fazer artístico e a interação entre arte e meio ambiente - Germana Arthuzo e Wilton Vinicios
A oficina propõe a interação entre arte e meio ambiente com a manipulação de materiais disponíveis na natureza e no meio em que vivemos. Com isso, visa propor aos participantes um exercício lúdico do fazer artístico e a interação direta na comunidade e entre os próprios participantes do festival.
Período:

Mesa Redonda

Organização Institucional de Entidades
Mauro Chaves fala sobre Ongs e Grupos Culturais, formação, manutenção documental de registros de entidades e aptidão para apresentação de projetos e captação
Público alvo: lideranças de Ongs e entidades culturais, além de interessados em conhecer esta forma de organização.
Dia 06/09 - Sábado - de 9 as 11horas.



Festival de Folclore reúne grupos
para celebrar a diversidade cultural do país

VEJA AS FOTOS DO FESTIVAL DE FOLCLORE 2006


Nos dias 09 e 10 setembro, a cidade de Jequitibá, 110 km de Belo Horizonte se transformou em um dos maiores palcos culturais do Estado ao reunir diversos grupos folclóricos para celebrar a diversidade brasileira, preservada no canto e nas danças das nossas raízes.
Nas ruas e nos palcos montados apresentaram-se grupos de várias partes da cidade, além de convidados de outras regiões mineiras. Os visitantes e espectadores puderam presenciar a alegria e desenvoltura de diversas folias como a de Nossa Senhora do Rosário, do Divino e as tradicionais Folias de Reis. Atrações que se destacam também são apresentações do Boi da Manta, Incelência para Chuva, Encomendação das Almas, Batuque, Pastorinhas, Dança do Tear, Contra – Dança, Fim de Capina, Dança da Vara, Dança do Serrador e Cantigas de Roda.
A novidade do 2º Festival de Folclore deste ano foi a retomada do tradicional desfile folclórico, pelas principais ruas da cidade que reúne representantes dos grupos, personagens folclóricos e autoridades locais. O objetivo do desfile foi mostrar para os espectadores a diversidade que se une para defender a cultura e a riqueza das tradições mineiras guardadas por gerações por meio da dança e do canto.
O folclore também faz parte do plano pedagógico do sistema educacional da cidade. Lá, alunos da APAE e do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) aprendem as técnicas e as danças com o objetivo de preservar a cultura e criar uma relação de aproximação com a própria história da cidade. Nos dias do festival, alunos das escolas municipais e estadual, junto com os da APAE e PETI subiram aos palcos para dançar e cantar a história de Minas . Dentre batuques, cantigas de rodas, roupas coloridas e muitos cantos, os alunos enriqueceram o festival não só de cultura, mas deram uma aula de cidadania ao preservarem a cultura imaterial do Estado.

Segundo o prefeito Geraldo Antonio Saturnino, o Festival de Folclore foi criado com o objetivo de reunir todos os grupos da cidade numa grande manifestação festiva como também divulgar o trabalho dos artistas locais, além de funcionar como um mecanismo de divulgação e preservação da cultura local, parte do patrimônio imaterial do Estado de Minas Gerais. “Nosso interesse em realizar eventos como este é proporcionar não só os visitantes a oportunidade de conhecerem nossa cultura, mas também afirmar nossa riqueza para o cidadão local para que isso não se perca e seja mantida pelas futuras gerações”, destaca Saturnino.

Hoje, em Jequitibá, existem cerca de 30 grupos folclóricos que vivem espalhados pelos distritos da cidade que apresentam e retratam uma média de 150 manifestações folclóricas, alguns chegam a ter 200 anos de existências, preservados pelas próprias famílias. Esse número elevado lhe rendeu o título de Capital Mineira do Folclore, reconhecida como tal por nomes conceituados no meio cultural como Frei Chico e o artista Saulo Laranjeira. Sua tradição também se atesta com violeiros conceituados da cidade, como “seu” Nelson Jacob, que segundo o cantor Chico Lobo foi um de seus inspiradores.

Segundo os organizadores, mais pessoas visitaram a cidade este ano e levaram para casa a lembrança depois de aprenderem as danças e cantos folclóricos. Além das oficinas, o festival também contou com a participação das cidades de Sete Lagoas, Matozinhos, Araçai e Santana do Pirapama.
No festival um espaço foi reservado para uma homenagem especial ao Cinqüentenário de Guimarães Rosa, com a apresentação do Grupo Contadores de História “Miguilin”. “Escolhemos Guimarães para homenagear este ano porque, além de celebrar o seu cinqüentenário, nossa cidade é citada em seus livros como na abertura de um dos textos de ‘Ave, Palavra”, lembra Rener. No livro citado, uma louvação pastoril, o autor introduz o texto evocando grupos folclóricos para celebrar o nascimento de um menino e Rosa convida os tambores do Congado de Jequitibá.

A realização é da Secretaria Municipal de Cultura através da Prefeitura e tem apoio da Câmara Municipal, entidades locais e da Rede Minas de Televisão.

História
A cidade de Jequitibá surgiu na rota dos bandeirantes por volta de 1670, sendo este um dos 10 primeiros municípios mineiros fundados nesta época por Borba Gato. Jequitibá pertencia ao município de Sabará porém em 1869 foi incorporada ao município de Sete Lagoas. Em 1948 teve sua emancipação e a instalação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1949. É composta de 21 povoados e um distrito chamado Dr. Campolina (ex- Lagoa Trindade), uma comunidade negra que se destaca por ter sido um quilombo.
A capital de Minas quase foi transferida de Ouro Preto para Jequitibá, em 1867. O deputado Agostinho Francisco de Souza Paraíso conseguiu aprovar na Assembléia Legislativa da província uma lei transferindo a capital de Ouro Preto para Jequitibá. O presidente da província na época, José da costa Machado de Souza vetou a lei, alegando precariedade do Tesouro Estadual e dificuldades que a mudança acarretaria. Voltando a apreciação do Legislativo o veto foi recusado por 17 votos contra 16. Já numa terceira reunião o veto é mantido e Jequitibá perde um dos maiores sonhos que uma cidade mineira poderia ter.
A cidade está situada na região central, zona metalúrgica. Possui uma área de 446.62 km2, correspondendo 5,4% da superfície total da microrregião. Tem como limítrofes os municípios de Santana de Pirapama, Cordisburgo, Araçaí, Funilândia, Baldim e Sete Lagoas.
Sugestão de fontes e mais informações: (31) 3717-6222
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